A Parceria que já deu certo no passado está de volta, agora em um dos momentos mais emblemáticos da história da Estácio de Sá. Durante a Tradicional Feijoada realizada no último domingo, a vermelho e branco apresentou oficialmente seus Intérpretes para o Carnaval 2027, Diego Nicolau e Guto, em uma celebração que reuniu Componentes, Segmentos e torcedores na Quadra da Escola. A festa contou com apresentações da própria Estácio e das Coirmãs Unidos do Porto da Pedra e Paraíso do Tuiuti. O momento de apresentação dos Cantores também teve participações especiais dos Intérpretes Evandro Malandro e Igor Sorriso, que dividiram o palco com os novos Comandantes do “carro de som” estaciano.
A Dupla, que já havia atuado junta na Unidos de Padre Miguel em 2022, inicia a trajetória no Leão de São Carlos cercada de expectativa e confiança. Diego Nicolau e Guto destacaram a amizade construída ao longo dos anos, a sintonia desenvolvida dentro e fora dos microfones, a admiração mútua e o compromisso de honrar a Tradição Musical da Estácio.
Entre lembranças da Parceria anterior e projeções para o futuro, os Cantores também falaram sobre a emoção de defender uma das Escolas mais importantes da história do Carnaval e a responsabilidade de conduzir a voz da Agremiação justamente no ano em que a Estácio celebrará seu centenário.
Para Diego Nicolau, a retomada da Parceria acontece de forma natural, sustentada pela amizade e pela ausência de vaidades.
“Essa parceria já existiu e já foi muito boa. O Guto é um cara muito talentoso, mas, acima de tudo, é um cara de caráter, um cara de família. A gente tem valores parecidos, e isso faz toda a diferença. Não existe vaidade. Existe Parceria de verdade, porque nós queremos o bem da Estácio. É uma grande oportunidade para nós dois em uma Escola de muita tradição e com um repertório maravilhoso para explorar. Hoje a gente cantou bastante, mas ainda não foi nem metade do que podemos apresentar. A Estácio é celeiro de grandes Sambas, e vamos fazer esse trabalho com muito carinho”, afirmou.

Guto destacou a felicidade de reencontrar o amigo no Microfone Principal de uma Escola tão tradicional.
“É muito legal voltar a cantar com o Diego, que é um irmão que a vida me deu. Nossa amizade vem de muito tempo, e isso ajuda demais. É um desafio, mas daqueles desafios que te puxam para cima. Estamos muito felizes e empolgados por poder mostrar novamente o nosso trabalho. Coincidentemente, nosso último trabalho juntos também foi na Unidos de Padre Miguel. Voltar a cantar ao lado dele em um momento tão importante para a Estácio é algo muito grandioso. Estar com uma pessoa que canta com você, torce com você e também é sua amiga torna tudo ainda mais especial. Tenho certeza de que vamos fazer um trabalho muito grandioso”, disse.
Ao longo da conversa, os dois ressaltaram que a cumplicidade é um dos principais diferenciais da parceria.

“Eu cantei a maior parte da minha carreira acompanhado. Já cantei em dupla, quarteto, em diferentes formações. A vantagem de cantar sozinho é ter um pouco mais de autonomia, mas, quando você trabalha com uma dupla realmente entrosada, essa autonomia continua existindo, porque os dois pensam na mesma direção. Além disso, existe a divisão do fardo. Você sabe que, se acontecer qualquer coisa, o Parceiro está ali para te cobrir. Trabalhar em dupla é muito bom quando existe sintonia”, explicou Nicolau.
Já Guto reforçou que o sucesso de uma parceria está diretamente ligado à relação construída fora dos microfones.
“O principal é a cumplicidade. A parceria cresce quando existe cumplicidade. Nós torcemos muito um pelo outro, e isso se reflete no trabalho. Minha estreia como intérprete também foi em dupla, ao lado da Juliana Pagung, e depois tive a oportunidade de cantar com o Diego. Eu tive muita sorte de encontrar parceiros que me fizeram crescer como cantor e como músico. É essa cumplicidade que faz o trabalho evoluir”, afirmou.
Diego completou destacando outro aspecto fundamental para o sucesso de uma dupla.
“Existe uma palavra muito importante: admiração. Você precisa admirar o talento do outro. Quando não existe a preocupação em ser maior que o parceiro, quando você conhece seu talento e reconhece o talento do amigo, tudo fica mais fácil. A admiração é fundamental”, declarou.

A responsabilidade de defender o Pavilhão da Estácio justamente no ano do centenário também foi tema do papo. Diego revelou que o caminho até o acerto com a Escola foi longo e cercado de expectativas.
“A gente vinha namorando há três anos. Desde que eu saí do Arranco, aconteceram algumas conversas que não avançaram; algumas vezes bateu na trave. Mas este ano veio um convite formal e, quando fechamos o contrato, eu pensei no quanto aquilo era especial. Só tenho a agradecer a Deus e aos Orixás por reservarem esse presente para mim e para o Guto. Vamos trabalhar muito para honrar essa oportunidade. É emocionante cantar no Microfone da Escola por onde passou o maior ídolo da minha vida, que é o Dominguinhos do Estácio. É uma responsabilidade enorme, mas é uma responsabilidade boa. Agora precisamos fazer bonito na Avenida e ajudar o Leão a voltar ao Grupo Especial”, afirmou.
Para Guto, o convite foi recebido com surpresa, mas sem qualquer hesitação.
“Eu estava há muito tempo fora da Série Ouro e bastante concentrado no meu trabalho na Viradouro, no carro de som e nos shows da escola. Realmente, não esperava esse convite. Quando ele chegou, foi na hora. Não tinha o que pensar, principalmente sabendo que seria para cantar ao lado do Diego. Foi um daqueles convites que mudam a vida da pessoa. Nós temos plena consciência da grandeza desse desafio e estamos muito preparados para fazer algo grandioso”, disse.
Ao final da entrevista, os Intérpretes também revelaram os Sambas da Estácio que mais marcaram suas trajetórias. Diego Nicolau escolheu “O Mundo da Lua”, enquanto Guto apontou “Círio de Nazaré” como seu favorito.
“Esse samba representa muito na minha vida”, concluiu o Cantor.
10nota10.com/ Redes Sociais / Estácio – RJ














