O Carnaval do Rio de Janeiro na Marquês de Sapucaí vive o que se pode chamar de uma queda de braço que envolve Dirigentes e o Poder Público.
Um dos Protagonistas desta história é o Deputado Estadual Dionísio Lins (Progressistas).
Lins anunciou no último dia 19 em entrevista para a rádio Super Tupi que iria sugerir ao Presidente da Liesa, Gabriel David, que o Carnaval de 2026 tenha mais três vagas no Grupo Especial, atualmente, com 12 Agremiações.
A proposta é ampliar de uma para três o número de Escolas promovidas da Série Ouro, permitindo o retorno, por exemplo, de Agremiações Tradicionais.
“A modernidade e a inovação sempre foram a marca registrada do Presidente e da Direção da LIESA. Já estamos em entendimentos com o Governador Cláudio Castro e com o Prefeito Eduardo Paes, que são verdadeiros Foliões e incentivadores do Carnaval, para que possamos discutir esse assunto. Acredito que Escolas como União da Ilha, Império Serrano e Estácio de Sá, que já foram Campeãs no passado, possam abrilhantar ainda mais os Desfiles em dias diferentes”, afirmou o Parlamentar na ocasião.
A entrevista, teve reação.
Na semana passada, o Presidente da LIESA decretou: Só com mais de R$ 40 milhões e três novos Barracões na Cidade do Samba seria possível ampliar o Especial.
E veio a réplica. Dionísio Lins reiterou: “Falei com o Prefeito Eduardo Paes, ele topou; falei com o Governador Cláudio Castro, ele topou; e falei com André Ceciliano, representando o Presidente Lula, e a receptividade foi positiva”.
Na segunda-feira (25), em conversa com a Coluna Andrei Lara, no Jornal O DIA, o Deputado subiu o tom.
“Não abro mão de uma vírgula sequer sobre os próximos Desfiles da Marquês de Sapucaí serem realizados com 15 escolas. Dizer que os Barracões que estão vazios são ocupados para guardar material das Agremiações é, no mínimo, imprudente. Volto a dizer: não tenho dúvida nenhuma de que o Carnaval do Rio de Janeiro pode comportar 15 Escolas desfilando nos três dias de Desfile. Agora, como o porta-voz da LIESA disse que o diálogo está aberto, então vamos dialogar”, falou.
Lins também apresentou à coluna os valores da subvenção no Carnaval do Rio:
Superliga – Série Ouro: R$ 91.363,88 (Prefeitura) + R$ 31.818,18 (Estado) = R$ 123.182,06 por Escola;
Superliga – Série Prata: R$ 229.892,92 (Prefeitura) + R$ 93.333,33 (Estado) = R$ 323.226,25 por Escola;
Liga-RJ – Série Ouro: R$ 900.000 (Prefeitura) + R$ 875.000 (Estado) = R$ 1.612.500,00 por Escola;
LIESA – Grupo Especial: R$ 2.150.000,00 (Prefeitura) + R$ 3.333.333,33 (Estado), além de patrocínios, TV, ingressos e camarotes.
Dionísio anunciou que nesta terça-feira (26) apresentará na Alerj um Projeto de Lei para reconhecer como Patrimônio Cultural Imaterial a LIESA, a Liga RJ e a Superliga, consolidando a importância dessas Entidades para a cultura carioca.
Dirigente de destaque da nova geração do Carnaval carioca, João Drumond gravou ontem vídeo posicionando-se contrário ao aumento do número de Escolas de Samba no Grupo Especial.
Integrando a Diretoria da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio e da Imperatriz Leopoldinense, Drumond defendeu que “se queremos mais Escolas, o caminho não é discurso vazio é investimento real”.
Redes Sociais / ALERJ / LIESA – RJ















