A Imperatriz Leopoldinense anunciou nesta última quinta-feira (5) o Coreógrafo, ou melhor, um coletivo de Coreógrafos, que será responsável pela Comissão de Frente da Escola no Carnaval 2027. Batizado de “Coletivo Babatunde” – nome de origem Iorubá – o grupo, formado por Ana Gregório, Fagner Santos, Márcio Dellawegah e Sabrina Sant’Ana, evoca a ideia de retorno e simboliza a força da ancestralidade que atravessa Gerações para se reinscrever no presente por meio do pensamento artístico e das vivências particulares de seus Membros.
Seus Integrantes, à frente do Projeto que responde pelo Quesito, possuem ampla atuação e sólida pesquisa no universo criativo das Escolas de Samba e estão mergulhados no meio das Danças Populares Brasileiras.
“A assinatura da Comissão por um coletivo de Coreógrafos negros nasce como gesto artístico, político e ancestral. O Babatunde se apresenta como um território de encontro, onde a experiência de cada um dos Integrantes pensa a dança não apenas como movimento, mas também como memória, travessia e futuro possível”, afirma, em uma só voz, as quatro vozes que compõem o Coletivo.
Inserido no contexto da arte e da dança contemporânea, o Coletivo irá propor um olhar que dialoga com múltiplas linguagens: performance, artes visuais, dança, audiovisual, teatro e pesquisa sonora. Nesse sentido, o Coletivo compreende o pensamento Coreográfico destinado à realização de uma Comissão de Frente como espaço de experimentação, tendo a ancestralidade e soma de seus conhecimentos como eixo estruturante. E ao reunir Artistas negros em torno da dança e do corpo para elaborar todo o conjunto de saberes que formam as Comissões de Frente na atualidade, o Grupo de Artistas constrói uma plataforma estética, coreográfica e simbólica.
Leandro Vieira, Carnavalesco da Imperatriz, celebrou a chegada do Coletivo e afirmou que “Seus corpos e saberes, reunidos para pensar uma Comissão de Frente, atualizam memórias silenciadas enquanto projetam futuros possíveis para o Quesito.”
Reunidos, o ‘Babatunde’ pensa que, ao unirem-se em Coletivo, o gesto transforme o universo do Quesito em território de diálogo, onde diferenças não são apagadas mas potencializadas como força criadora. Juntos, o Grupo pontua que o pensamento Coreográfico que eles priorizam nasce do encontro, múltiplo, diverso e plural, afirmando que a potência estética se constrói no “nós” e que a tradição, quando atravessada pelo coletivo, torna-se campo fértil de “reinvenção contínua”.
SOBRE ANA GREGÓRIO
Ana Gregório é Artista do corpo e da memória. Dançarina, Educadora, Performer, Contadora de histórias e Coreógrafa, a Artista construiu sua trajetória num terreno onde a arte e a ancestralidade se encontram como linguagem política e poética.

Seu trabalho pessoal investiga o corpo como território político, a Dança como Pedagogia ancestral, o movimento como narrativa e a Cultura Popular como patrimônio vivo. A Artista encontrou na Dança Afro e na Dança dos Orixás o seu território de pesquisa e expressão corporal crendo que a movimentação do corpo não é apenas técnica. É rito, identidade e afirmação cultural.
SOBRE FAGNER SANTOS
É Ator, Bailarino e Diretor. Sua trajetória Artística é construida na encruzilhada entre a Dança, o Teatro e a potência das narrativas do corpo. Formado em Licenciatura em Dança pelo Centro Universitário da Cidade do Rio de Janeiro (UNIVERCIDADE), desenvolve uma Linguagem Cênica marcada pela expressividade, pela memória e pelo atravessamento das experiências vividas.

Como criador, assina a concepção e a Direção do espetáculo “Coisa de Pele”, obra inspirada na canção de Jorge Aragão, que transforma o palco em espaço de escuta, memória e afirmação. A partir de vivências reais, sua criação convoca o corpo como território político e poético, onde histórias são inscritas, tensionadas e celebradas. Sua obra é atravessada pela urgência de narrar, pelo compromisso com a própria história e pela crença no corpo como instrumento de transformação.
SOBRE MÁRCIO DELLAWEGAH
É formado em Dança pela Cia Étnica de Dança e Teatro além de ter experiência em Dança contemporânea, jazz, Samba no Pé e Danças Populares. Atuando como Professor, acumula passagens por mais de quinze países ministrando workshops, shows e assinando Coreografias.

Já é Diretor Artístico e de Passistas da Imperatriz Leopoldinense. Referência na Dança Ancestral do Passista, Márcio é campeão da modalidade Samba no pé mundial pelo Brasil Samba World Champions (2018), Técnico Brasil Samba World Champions (2019) e Professor do maior evento internacional de Danças brasileiras que ocorre em Los Angeles (o “Internacional Samba Congress”).
SOBRE SABRINA SANT`ANA
É Coreógrafa, Dançarina, Professora, Performer, Diretora Artística e Cantora. Sua trajetória é marcada pela integração entre a música, o corpo e a ancestralidade. Na dança, tem formação pela Escola de Dança Jaime Aroxa, onde também atuou como Professora e integrou a Companhia, participando de espetáculos e ampliando seu repertório no universo das Danças Populares Brasileiras.
Possui formação em Música com ênfase em Canto pela Escola de Música Villa-Lobos, com complementação por meio de cursos na Escola de Música da UFRJ, aprofundando seus estudos vocais, técnicos e interpretativos.

Atua Profissionalmente no Carnaval desde 2009, tendo integrado diversas Comissões de Frente, o que consolidou sua experiência cênica, performática e Coreográfica no maior espetáculo popular do país. Desde 2023, atua criativamente para a Construção Cênica e Coreografica dos Desfiles apresentados pela Imperatriz Leopoldinense, ao lado de Dellawegah.
É Integrante da Cia Clanm de Dança e idealizadora do Projeto Meu Bailado Cantado, iniciativa que articula canto e movimento como Linguagem Artística e pedagógica. A artista transita entre o palco, a sala de aula e a rua com a mesma intensidade, utilizando a arte como Instrumento de expressão, Educação e Resistência Cultural.
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