Igor Vianna chegou com tudo na Mocidade. Apresentado junto à Equipe do Carnaval 2026 da Estrela Guia, o filho do lendário intérprete Ney Vianna, uma das estrelas da história da Escola de Padre Miguel, cantou alguns dos sambas mais marcantes da Agremiação neste último domingo, durante a feijoada da Escola, realizada na Quadra histórica da Vintém.
Dono de uma voz potente, o Cantor falou sobre este retorno à Escola onde cresceu, a emoção de se apresentar na Quadra, entre outros assuntos. No início, Igor destacou a importância de assumir a voz da Escola e o desejo de que seja uma longa parceria.
“Assumir esse microfone, para mim, é um sonho, um desejo que eu tenho desde quando o meu pai se foi. E se passaram 35 anos e a Ecola me deu essa oportunidade. Eu vou agarrar com unhas e dentes, e eu espero, de verdade, que seja um casamento longínquo”, afirmou o Cantor.
“A importância, eu não sei nem mensurar. Porque eu nasci aqui nesse chão, eu sou criado aqui. E estar cantando aqui, nessa Quadra de tantas histórias, para o meu povo… Foi bem difícil eu conseguir me manter, me segurar ali e conter a emoção. Foi bem difícil”.

Para o Intérprete, que tem um carinho enorme por todos os Sambas da Mocidade, o samba que mais o toca e mexe com ele é sobre Elis Regina, quando a Mocidade homenageou a artista em “Elis, um trem de emoções”, em 1989.
“O carinho eu tenho por todos, como vocês podem ver. Mas o samba que mais me toca, que eu não consegui conter as lágrimas, que eu vim a chorar na hora que cantei, foi o Elis. Elis é um samba que, quando eu canto, eu sempre choro”.

Ao falar sobre o Carro de Som da Escola, Igor Vianna destacou a continuidade do trabalho da Escola, que trouxe apenas um novo nome para compor a Equipe.
“Eu trouxe um rapaz em quem eu tenho plena confiança, que é o Rafael. A Escola já tem um trabalho. Eu só vim para me acoplar e, junto a eles, ajudar em prol da nossa Mocidade”.
Por fim, Igor falou sobre o trabalho com o Diretor Musical da Escola e também com Mestre Dudu e com a Bateria “Não Existe Mais Quente”:

“O Diretor Musical é um cargo de suma importância. Ele tenta tirar da gente toda a preocupação e fazer o melhor para o trabalho em si. E o André é um cara que a gente é amigo há mais de 20 anos. Vai ser muito fácil trabalhar ao lado dele. E o Dudu, a gente cresceu junto. Desde os anos 1990 a gente está junto. Era um sonho meu trabalhar com ele, e dele também. Eu vim para cá por uma indicação do Dudu e do Diretor Musical. Pode ter certeza de que a gente vai fazer de tudo para realizar um trabalho ímpar pela nossa Escola”, encerrou o Cantor.
Mestre Dudu também falou sobre o que espera da parceria com Igor e como a Escola vê esse retorno de um de seus crias para assumir a voz da Mocidade no próximo Carnaval.
“A Mocidade é uma Escola de vanguarda e está aí apostando nos seus, como foi comigo também lá em 2012. Eu não tinha pretensão de ser Mestre de Bateria, mas está aí o resultado do trabalho: quase 15 anos no Comando da Bateria. E agora é apostar no Igor, um cara também que é formado em casa. O pai dele nos deu muitas conquistas, foi a voz da Escola durante muito tempo. E por que não tentar o Igor Vianna? Eu acho que ele pode ser a nossa voz. A Escola está apostando nele, dando todo o suporte, como deu para mim também. E eu estou aqui também de peito aberto para poder abraçá-lo, como toda a Direção de Bateria, minha Bateria e a Direção de toda a Escola no geral. A gente quer fazer o Igor Vianna ser a voz da Mocidade — só depende dele agora. Tive um papo muito rápido com ele, que é uma pessoa muito emotiva, vai entregar um ótimo trabalho. Igor é um cara que quer estar muito tempo no Carnaval, não é de bobeira. E agora é esperar chegar essa oportunidade para 2026. Até lá, muitas coisas vão rolar, muitos Ensaios, muitas experiências, mas tenho certeza de que ele vai entregar o melhor para a nossa Escola”, comentou o Mestre.
Redes Sociais/Mocidade Independente de Padre Miguel – RJ















