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Comissão de Frente é o 1º quesito de desempate do Grupo Especial do Rio

A Liga Independente das Escolas de Samba (LIESA), sorteou, no fim da manhã desta quarta-feira (5), a ordem de leitura das notas dos jurados do Desfile do Grupo Especial. O Quesito de desempate é Comissão de frente.

A apuração começa às 16h e será transmitida pela TV Globo e pelo g1. A apuração acontece na Cidade do Samba, na região central do Rio.

Este ano, houve mudanças no posicionamento dos Jurados e no preenchimento dos envelopes. Mas boa parte das regras foi mantida, como descarte de notas e critérios de desempate.

A previsão é de um Pódio com as 6 primeiras colocadas na apuração. As Escolas retornarão no sábado (8), no Desfile das Campeãs.

Veja a ordem da abertura dos envelopes:

  1. Enredo
  2. Mestre-sala e Porta-bandeira
  3. Bateria
  4. Harmonia
  5. Alegorias e Adereços
  6. Evolução
  7. Fantasia
  8. Samba-enredo
  9. Comissão de frente

O desempate será nessa ordem:

  1. Comissão de frente
  2. Samba-enredo
  3. Fantasia
  4. Evolução
  5. Alegorias e Adereços
  6. Harmonia
  7. Bateria
  8. Mestre-sala e Porta-bandeira
  9. Enredo

Mudança nas regras

Entenda abaixo o que mudou.

Módulos dos jurados

Os 36 julgadores dos 9 quesitos (4 para cada) foram espalhados em módulos por toda a Avenida. Ano passado, os módulos 1 e 2 dividiam um só espaço no Setor 3; o módulo 3 ficava no Setor 6, e o 4, no Setor 10.

Como metade do júri estava no mesmo ponto (no começo da Avenida), um deslize ali poderia derrubar as notas e tirar a escola da briga pelo título.

Agora, foram 4 cabines de julgadores separadas, nos setores 3, 6, 9 e 10.

Isso obrigou as escolas a alterar o planejamento do desfile:

  • As comissões de frente e os casais de mestre-sala e porta-bandeira tiveram de se apresentar 4 vezes para o júri — antes, eram 3 performances;
  • O time da evolução teve de recalibrar o andamento do cortejo, a fim de encaixar essas 4 “paradas”;
  • A equipe da harmonia precisou ficar mais atenta ao canto dos componentes, pois os jurados ganharam “ouvidos” na Avenida toda;
  • O mesmo cuidado valeu para o acabamento das alegorias e das fantasias.

Preenchimento dos envelopes

Para não favorecer a última escola a desfilar — este ano, a Portela —, a orientação mudou.

Até o ano passado, os jurados tinham de assistir às 12 agremiações para só então lançar as notas no caderno, a fim de garantir um julgamento fechado. Durante cada apresentação, o júri apenas podia fazer anotações.

Não por acaso, as escolas que saíram na Segunda-feira de Carnaval têm mais títulos que as do Domingo.

Agora, para que a (falta de) memória dos avaliadores não interferisse no resultado, ao fim de cada madrugada eles tiveram de lançar as notas das 4 escolas daquele dia.

O que não mudou

  • Número de jurados: são 4 para cada um dos 9 quesitos.
  • Quesitos: Alegorias e Adereços, Bateria, Comissão de Frente, Enredo, Evolução, Fantasias, Harmonia, Mestre-sala & Porta-bandeira e Samba-enredo.
  • Concessão das notas: 9.0, 9.1, 9.2… 9.9 e 10.0. O julgador precisa escrevê-la também por extenso.
  • Justificativas: qualquer nota diferente de 10.0 precisa vir com uma explicação sobre a penalidade, ou a “despontuação”.
  • Descarte: a menor das 4 notas é descartada — caso a escola “gabarite”, um 10 é jogado fora. Logo, são 270 pontos em jogo, ou 30 de subtotal por quesito.
  • Desempate: no início da tarde, a Liesa vai sortear a ordem de leitura dos quesitos. O último a ser aberto é o primeiro critério de desempate. Caso persista a igualdade, o tira-teima avança pelos subtotais até achar o campeão.
  • Empate: é permitido o empate apenas na 1ª colocação, se 2 ou mais escolas terminarem com os mesmos 9 subtotais na ordem de leitura — algo que não acontece desde 1998, quando Beija-Flor e Mangueira dividiram a taça.
  • Sábado das Campeãs: as 6 mais bem colocadas retornam no dia 8. A vencedora encerra a noite.

O que cada quesito julga

Em ordem alfabética:

  • Alegorias e adereços: é dividido nos subquesitos concepção e realização. No primeiro, avaliam-se a adequação dos itens ao enredo e a criatividade, desde que haja significado. No segundo, valem a impressão causada pelas formas, materiais e cores, o acabamento (inclusive das partes traseiras e geradores) e o papel e a fantasia dos destaques. Perde pontos a escola que deixar pedaços de fantasias, materiais estranhos ou geradores aparentes.
  • Bateria: a manutenção regular e a sustentação da cadência em consonância com o samba-enredo; a perfeita conjugação dos sons emitidos pelos vários instrumentos; e a criatividade e a versatilidade.
  • Comissão de Frente: em indumentária, a capacidade de impactar o público. Em apresentação, se saudaram os jurados e se foram coordenados e síncronos. Perde ponto a comissão que perder parte da roupa.
  • Enredo: em concepção, valem o argumento, o desenvolvimento a importância e a densidade cultural. O jurado avalia a clareza, a coerência e a coesão na roteirização do desfile, de modo a facilitar o entendimento do tema. Também conta pontos a criatividade no enfoque ou “recorte” escolhido. Em realização, é vista a adaptação do conceito para o que é apresentado na Avenida, como a sequência das alas e alegorias, a criatividade e a carnavalização do tema proposto. Perde pontos a escola que não apresentar na pista alegorias, tripés ou alas descritos no roteiro. Itens a mais ou trocados também geram punição.
  • Evolução: é a fluência da apresentação. O julgador avalia a espontaneidade, a criatividade, a empolgação e a vibração dos desfilantes, bem como a coesão do desfile —a manutenção de espaçamento o mais uniforme possível entre alas e alegorias. Perde pontos a escola que deixar buracos ou permitir que alas se misturem.
  • Fantasias: em concepção, a adequação ao enredo e a criatividade. Em realização, a impressão causada pelas formas, materiais e cores; o acabamento e a leveza; e a uniformidade de detalhes. Perde ponto a escola com desfilantes com roupas incompletas.
  • Harmonia: é o entrosamento entre o ritmo e o canto, e o avaliador deve estar atento à perfeita igualdade do canto do samba-enredo pelos componentes, em consonância com o intérprete e a manutenção da tonalidade; há punição se qualquer integrante for flagrado sem cantar.
  • Mestre-sala e Porta-bandeira: contam pontos a roupa, o bailado, a harmonia do casal e a proteção do pavilhão. Perde ponto a dupla que deixar a bandeira enrolar ou que perder parte da fantasia.
  • Samba-enredo: para a letra, adequação ao enredo, a riqueza poética, beleza e bom gosto e à adaptação dos versos com os desenhos melódicos. Para a melodia, as características rítmicas, a riqueza, a beleza e o bom gosto e a capacidade de facilitar o canto e a dança dos desfilantes.

Por Henrique Coelho, g1 Rio

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