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Portela conquista o Estandarte de Ouro de melhor escola do carnaval 2024

A Portela foi eleita a melhor escola do Grupo Especial pelo júri do Estandarte de Ouro 2024. A agremiação foi a segunda a desfilar na segunda noite e levou para a Avenida o enredo “Um defeito de cor”. O segundo quesito a ser votação foi inovação, conquista do Salgueiro. A Imperatriz Leopoldinense reuniu o maior número de prêmios dessa edição. São quatro, sendo eles: melhor ala, mestre-sala, porta-bandeira e puxador. O Estandarte de Ouro é uma realização dos jornais O GLOBO e Extra.

A partir do romance homônimo de Ana Maria Gonçalves, a Portela levou pra avenida uma reflexão sobre a história das “negras mães de todos nós”. Pela trajetória de uma matriarca negra, a escola narra a “a busca pelo sentido” da existência dos negros no Brasil. As perguntas que o enredo faz são: “Por que somos? Por que assim fazemos? Por quem lutamos? Em memória do que?”

Os jurados, durante a votação, destacaram a emoção que o desfile da escola passou. A agremiação apresentou a história de mulheres fortes, como Luiza Mahim, mãe de Luiz Gama. Um dos pontos altos foi a homenagem às mães de vítimas da violência. Ao todo 16 mulheres vieram no último carro, entre elas Marinete Franco, mãe da vereadora Marielle Franco e Ana Paula Oliveira, mãe de Jhonata Oliveira. Todas levaram objetos, como camisetas com fotos que lembravam seis filhos e exibiram durante a passagem.

Premiação com 15 categorias

Na categoria inovação, o Salgueiro ganhou com a cachoeira de Led do carro “A beleza Yanomami”, o quinto levado pela agremiação. Na escolha, foi ressaltada a opção do carnavalesco de não usar água, o que seria um desperdício e iria contra a própria ideia do enredo da escola.

O terceiro quesito votado foi a ala de passistas da Mocidade. A descontração dos integrantes, sem passo marcado, foi o que chamou a atenção dos jurados.

Na categoria personalidade, Vilma Nascimento, histórica porta-bandeira da Portela, de 85 anos, ganhou a premiação. Os jurados ressaltaram o legado de Vilma, uma história familiar ligada ao carnaval. Esse ano, a baluarte saiu em sua escola de coração, e também pela verde e rosa, a Mangueira, que prestou homenagem a Alcione, que a convidou pessoalmente para estar na Avenida. Em novembro do ano passado, ela sofreu uma abordagem racista em uma loja do Aeroporto de Brasília. Logo em seguida, recebeu muito apoio dos amigos do mundo do carnaval e de fãs.

O mestre Pablo, à frente da Porto da Pedra, ganhou na categoria revelação. Ele, que estreou no Grupo Especial no posto, teve bossas inspiradas nos ritmos nordestinos muito bem executadas, justificaram os jurados.

A Imperatriz Leopoldinense conquistou melhor ala com a “Sonhar com Rosas”. Na justificativa, o figurino foi definido como “belo e criativo”, com um ótimo desempenho, “desfilando com elegância e desembaraço”.

Na escolha da ala das baianas para a Beija-Flor, os jurados destacaram o “ótimo desempenho na Avenida” e uma bela fantasia que representava Tia Eulália, fundadora da escola e com beija-flores nos detalhes.

Fonte: Globo.com

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