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Julgadores de Mestre-Sala e Porta-Bandeira do Grupo Especial do Rio pedem mais cuidado com a dança tradicional

As justificativas de 2024 das notas dadas pelos julgadores de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, no Grupo Especial do Rio de Janeiro, deixam claro que existe um descontentamento sobre os rumos do quesito. O único jurado que não fez nenhuma ponderação foi Fernando Bersot, que não deu nota máxima para Porto da Pedra, Beija-Flor, Unidos da Tijuca, Portela e Vila Isabel. O julgador Paulo Rodrigues elogiou “criações e inovações” e citou o “espetáculo indescritível” dos Casais.

O experiente julgador João Vlamir, no espaço das observações finais, foi direto ao ponto: “Está havendo um excesso de criações coreográficas e movimentos baseados nas informações e vivências de coreógrafos, mas que está estendendo tanto que o bailado original e tradicional aos poucos está se resumindo à pequenos movimentos. Compreendam que é muito bom novas criações, mas que se façam dentro do estilo e baseado nos movimentos originais do bailado tradicional – que já é muito rico em sia – falta explorar e trabalhar de fato. Coreografia ‘Modernosas, contemporâneas ou movimentos de ballet clássico’ deixem para seu devido espaço’. E viva o Mestre-Sala e Porta-Bandeira”, citou Vlamir, que despontou Porto da Pedra, Unidos da Tijuca, Portela, Vila Isabel e Tuiuti.

A julgadora Mônica Barbosa também escreveu anotações sobre os rumos da dança do Mestre-Sala e da Porta-Bandeira. “O ‘novo’ é sempre bem-vindo, mas não pode prejudicar a dança do casal, nem se sobrepor a importância ancestral e a linda tradicional do mestre-sala e porta-bandeira. Sempre de ser respeitado seus fundamentos de ‘defensores do pavilhão’”, citou ela, que despontou a Porto da Pedra, Unidos da Tijuca, Portela e Vila Isabel.

Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação Liesa

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